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A crítica mais dura do novo Ted Lasso saiu com quatro dos dez episódios

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A crítica mais dura da nova temporada de Ted Lasso foi escrita com quatro dos dez episódios. Não é dedução: a própria autora informa isso no texto.

Judy Berman, crítica de TV da TIME, publicou nesta quarta — dia da estreia — uma resenha com um título que já entrega a tese: a série não sabe o que fazer com o futebol feminino. O número de episódios aparece no meio do texto, não no título.

O ponto de partida da temporada: Ted larga o supermercado onde trabalhava no Kansas e volta a Richmond — mas não para o time masculino, que ficou com Roy Kent. Ele assume as Lady Greyhounds, a equipe feminina do clube, na segunda divisão inglesa. São dez episódios, um por semana, até 7 de outubro.

E aqui a discussão fica mais interessante do que o título sugere. Berman não diz que a série ignora o assunto — ela registra que Rebecca e Keeley enfrentam o machismo do meio e os próprios preconceitos, e que a temporada funciona, em parte, como réplica ao sexismo no esporte. A objeção é sobre a solução: para não transformar Ted em mansplaining ambulante, o roteiro o mantém no banco — e isso também afasta as jogadoras do centro. Do outro lado, TVLine e Movieweb leem exatamente esse recuo como o arco da temporada: Ted ceder espaço para a co-técnica Alice Chilton seria o ponto, não o defeito.

Os críticos também não fecharam num número. O índice do Rotten Tomatoes abriu a quarta-feira em 75% com 24 resenhas (ScreenRant), passou o dia oscilando e, à tarde, a Forbes já registrava mais de 90%. As temporadas anteriores estão fechadas em 92%, 98% e 81%. A da estreia, não: é métrica em movimento, e qualquer número vale pela hora em que foi capturado.

Tem ainda um incômodo embaixo do primeiro, e ele não é sobre gênero. Nate e Jamie Tartt ficaram de fora — Phil Dunster foi para Rooster, da HBO —, e parte da crítica atribui a eles a sensação de vazio, não à virada feminina.

Por aqui o debate ainda não desembarcou: os portais brasileiros cobriram estreia, horário e elenco, e o eixo crítico da TIME não apareceu. Mas ele tem endereço marcado. O Brasil sedia a Copa do Mundo Feminina em 2027, de 24 de junho a 25 de julho, em oito cidades — a primeira na América do Sul. Toda discussão global sobre como se conta o futebol feminino chega aqui com agenda própria.

A temporada só fecha em 7 de outubro. Até lá, a discussão é sobre uma coisa que ninguém viu por completo. Você espera o último episódio para dar veredito?

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