ESPORTE

A Copa acabou — e o que fica dela quase não é o PLACAR

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A maior Copa da história acabou — e o que fica dela quase não é o placar. Foi a primeira com 48 seleções: 104 jogos, três países (EUA, México e Canadá) e seis semanas de futebol, da abertura no Azteca à final no MetLife. No fim, a Espanha levantou o bi: 1 a 0 na Argentina, gol do Ferran na prorrogação, e o Messi se despedindo das Copas.

Mas o retrô não para no campeão. A FIFA fechou a conta como a mais rica de todos os tempos: estima mais de US$ 9 bilhões, o evento mais lucrativo que já existiu — puxado justamente pela Copa inchada de 48. O ingresso acompanhou: a FIFA assumiu a bilheteria e adotou preço dinâmico, que subia conforme a procura. A torcida testou até onde dá pra pagar.

Dentro de campo, a Copa mexeu nas regras. A pausa pra água nos dois tempos, com calor ou não, virou piada — "quatro tempos de 23 minutos" — e, de quebra, rendeu mais publicidade. O relógio no goleiro cortou a cera, e quem simula lesão passou a arriscar ver o amarelo virar contra o próprio time. Menos teatro, mais jogo.

Teve recorde fora dele também: 1 em cada 5 jogadores em campo nasceu fora do país que defendeu. A diáspora virou escrete — e deu resultado. E, pela primeira vez, o campeão leva anel: no estilo NFL, a FIFA criou 2.026 unidades numeradas, 30 pro time e o resto à venda (segundo a imprensa, seis dígitos por um).

O detalhe que fecha o retrô: mal a poeira baixou, o chefe da Conmebol já cravou uma Copa de 2030 com 64 seleções — antes mesmo de a FIFA confirmar. A Uefa e boa parte do futebol responderam com um 'calma'.

A Copa mal acabou e já tem gente querendo mais Copa. Grande demais — ou você também quer 64?

A DOSE CERTA DO FEED.

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