COMPORTAMENTO

No MasterChef, a edição também virou personagem da polêmica

Reprodução

No episódio 4, exibido em 16 de junho, ao apresentar um prato inspirado na cozinha cajun (Louisiana, EUA), o participante Reinaldo Bockor usou a expressão "mama crioula" ao descrever a cena que imaginava. A fala gerou indignação entre os próprios competidores durante a exibição — Marcelo classificou o comentário como desrespeitoso.

Nas redes vieram as acusações de racismo. O termo "crioula" carrega, no português do Brasil, um peso histórico que muita gente leu como ofensivo — e o clipe, curto e já editado, virou combustível dos dois lados.

Reinaldo se pronunciou em seguida. Disse que "a fala não saiu inteira, como ela deveria ter saído", alegou que a edição cortou parte da explicação e que ele "estava me referindo à comida de origem cajun", contando a história do prato — não fazendo um comentário racista. Pediu perdão e, dias depois, restringiu os comentários nas redes.

É aí que a história trava — e vira, também, uma história sobre televisão. De um lado, quem lê uma expressão de carga racial dita em horário nobre. De outro, quem enxerga uma referência tirada de contexto por um corte. No meio, uma pergunta menos comentada: quanto de uma polêmica nasce na hora, e quanto é decidido na ilha de edição, que escolhe o que vai ao ar?

Reinaldo acabou eliminado no episódio de 14 de julho — oficialmente por desempenho, um pato "borrachudo" segundo o júri, não pela polêmica. A saída, ainda assim, reacendeu o assunto. Até agora, não há posicionamento oficial da Band nem sanção confirmada.

Uma frase, duas leituras e uma edição no meio do caminho. É aí que a discussão continua.

A DOSE CERTA DO FEED.

© 2026 dofeed. Todos os direitos reservados.

Garimpado. Não copiado.