ESPORTE
Um dos maiores credores individuais do Corinthians veste a camisa 10

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A renovação de Memphis Depay com o Corinthians está encaminhada — mas não assinada. Segundo a Gazeta Esportiva, o atacante aceitou as condições do clube: contrato de dois anos, com opção de mais um, e a dívida paga ao longo do vínculo em vez de à vista, como ele pedia. A assinatura depende da reapresentação e dos exames médicos. O contrato atual vence em 31 de julho.
O que empurrou o caso para o feed foi o tamanho e a natureza dessa dívida. Os valores publicados ficam num intervalo estreito: pouco mais de R$ 40 milhões (Meu Timão), pouco mais de R$ 42 milhões (Gazeta Esportiva), R$ 45 milhões (Tribuna de Jundiaí). A CNN Brasil não fixa um número — diz que a quantia ultrapassa os R$ 40 milhões e detalha quatro parcelas de R$ 10,5 milhões. A conta fecha em R$ 42 milhões. Cifra oficial do clube, não existe.
E, segundo o Meu Timão, não é dívida de salário atrasado: é formada por luvas, bonificações por metas e prêmios por títulos. Boa parte do que o Corinthians deve, deve por ter ganhado.
O ponto mais repetido nas versões é o dos juros. A CNN Brasil informou que Memphis aceitou fixar o valor sem juros e encargos; Meu Timão e Itatiaia situam a primeira parcela em fevereiro de 2027, e a Tribuna de Jundiaí descreve a ausência de correção monetária como condição incomum. Neto, na Band, apresentou outro número: R$ 75 milhões, abrangendo juros e correções. Os dois partem da mesma base de R$ 42 milhões — a diferença é o que se soma em cima.
A leitura de gesto tem contracara de calendário. O clube só começa a pagar em 2027 e termina em 2028, com dois anos a mais de contrato no meio. Memphis não atua pelo Corinthians desde 27 de maio — no intervalo, disputou a Copa do Mundo pela Holanda — e soma 14 jogos, 1 gol e 1 assistência em 2026 em todas as competições, segundo o Goal. Não há declaração pública do jogador sobre os juros: o que circula vem de fontes e do estafe.
Falta na conversa um detalhe técnico. Os transfer bans ativos não impedem a renovação: a sanção da Fifa bloqueia o registro de jogadores novos, não a extensão de vínculos existentes, como explica a Gazeta Esportiva. Mas se o contrato vencer no dia 31 sem assinatura, o registro passa a ser novo — e aí o clube precisaria derrubar os bans antes de regularizá-lo. É isso que dá prazo à semana.
Enquanto o documento não aparece, existem duas contas do mesmo acordo circulando ao mesmo tempo. Qual delas você acha que vai estar no papel?