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A FIFA achou que o nome valia o jogo inteiro — a EA discordou e ficou com o jogo

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A Copa de 2026 acabou em julho e deixou um detalhe estranho para trás: foi a primeira em que o jogo da EA não podia se chamar FIFA.

O pacote de Copa do EA Sports FC 26 saiu com o nome "The World's Game". Não "Copa do Mundo FIFA" — esse nome já não é da EA. E o jogo oficial da entidade veio por outro caminho: FIFA World Cup: Launch Edition, na Netflix, sem custo extra para assinantes.

Como se chegou até aqui é uma aula de estratégia de marca. Ao contrário.

Por quase 30 anos, a FIFA vendeu à EA o direito de usar quatro letras. Cobrava cerca de US$ 150 milhões por ano — sua maior receita comercial individual. Na renegociação de 2021, pediu bem mais: chegou-se a falar em mais de US$ 1 bilhão por ciclo de Copa. E não era só preço. A FIFA queria derrubar a exclusividade da EA para licenciar o nome a outros estúdios, e ainda discutia highlights, eSports e NFTs.

A leitura por trás da conta era simples: o nome é o produto. Em maio de 2022, a EA respondeu que não. FIFA 23 foi o último.

Porque o que fazia aquele jogo valer não era a sigla. Eram as centenas de contratos de licenciamento com ligas, clubes e jogadores — da Premier League à Libertadores —, quase nenhum deles assinado pela FIFA. Ao romper, a EA perdeu quatro letras e o direito de chamar um torneio de Copa do Mundo. Ficou com todo o resto: os times, os rostos, os estádios, o jogo que todo mundo joga.

E o público seguiu o catálogo, não a sigla. O EA Sports FC 26 vendeu 10 milhões de cópias em menos de duas semanas, segundo estimativa da consultoria Alinea Analytics — a EA não divulga números oficiais.

A FIFA não ficou sem jogo. Ficou sem o jogo.

Sinceramente: você ainda chama de "FIFA"?

A DOSE CERTA DO FEED.

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