COMPORTAMENTO
Do "quiet quitting" ao "loud leaving": agora a saída do trabalho vem com hora marcada pra causar

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Primeiro veio o "quiet quitting" — fazer o mínimo e sumir sem alarde. Agora o feed corporativo já anuncia a próxima fase: o "loud leaving". A ideia? Sair do trabalho de forma ruidosa, calculada e com timing — uma "calculated departure, timed to cause maximum disruption", como resume o site control.vg. Menos porta fechada em silêncio, mais saída que faz barulho de propósito. (O termo também é usado pra falar de pôr limites de forma saudável — avisar que vai embora no fim do expediente —, mas foi essa versão mais explosiva que pegou.)
Que o clima ajuda, ajuda. Nos EUA, só 31% dos funcionários se diziam engajados no trabalho em 2024 — menor nível em uma década, em queda desde o pico de 36% em 2020, segundo a Gallup. Gente cansada tende a sair fazendo barulho.
"Loud leaving" é um termo importado, com nome em inglês e cara de LinkedIn. Ainda assim, ele dá nome a um incômodo bem nosso: a escala 6x1, a exaustão, o debate em torno de "As Patroas". Não é a mesma realidade — aqui tem informalidade e trabalho doméstico que o termo gringo nem enxerga —, mas é a mesma pergunta de fundo.
E é aí que mora a treta: sair fazendo barulho é limite saudável ou é teatro? Pra uns, normalizar o "cabô, fui" protege quem tá começando. Pra outros, se você precisa anunciar que vai embora, o problema é a sobrecarga — e o gesto vira sinalização vazia que não resolve nada.
A gente garimpou o termo; a régua fica com você. Da próxima vez que bater a vontade de sair batendo a porta: é fronteira ou é performance?