ESPORTE

O Brasil ficou de fora da Copa, mas levou o intervalo

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O Brasil não chegou nem perto do MetLife na decisão de domingo (19). Mesmo assim, apareceu no ponto mais assistido da noite: o primeiro show de intervalo da história de uma final de Copa do Mundo.

Quando a FIFA anunciou um intervalo nos moldes do Super Bowl, ninguém imaginava que a cena mais comentada seria dois pentacampeões brasileiros bancando o motorista de Madonna. Foi o que rolou: Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho chegaram ao gramado no carro que levava a rainha do pop — placa "MAESTRO" e tudo — antes de ela mandar "Music". A internet coroou na hora: o Bruxo virou o rei dos rolês aleatórios.

O time reunido dava tontura. Onze minutos com Madonna, Shakira ao lado de Burna Boy em "Dai Dai" (a canção oficial de 2026), BTS, Justin Bieber e Chris Martin, do Coldplay — e dois brasileiros no meio de tudo sem precisar entrar em campo.

Aí veio a virada de clima, sem virar velório. A FIFA fechou o show com uma homenagem ao Pelé, na primeira final desde a morte do Rei, em dezembro de 2022. Chris Martin puxou "We Dance", faixa nova do Coldplay, ao lado de um coral de crianças e dos Muppets, enquanto um bandeirão formava a palavra "LOVE" com a Terra no lugar do "O". No meio, o bordão que o próprio Pelé cravou na despedida do Cosmos, em 1977: "Amor, amor, amor." Festa e memória na mesma cena, no palco onde o futebol encontra o mundo inteiro.

No fim, é isso: numa decisão entre Espanha e Argentina, quem levou uma das maiores salvas de palmas fora das quatro linhas foi o Brasil. Fora da Copa, o país ainda emprestou dois ídolos para abrir o espetáculo e o maior nome da história do esporte para fechá-lo. Coisa muito nossa. Alguém aí ainda lembra quem ganhou o jogo?

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