Crônica Hamilton

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106 e contando: Sir Lewis Hamilton mostra que o fim está longe.

por Ricardo Taves

MIAMI - 1º DE MAIO: Lewis Hamilton (GBR) da Scuderia Ferrari HP fala na Conferência de Imprensa de Motoristas antes do Grande Prêmio de Miami em 1º de maio de 2025 no Autódromo Internacional de Miami.

Foto: Debby Wong / Shutterstock

Embora os pilotos reclamem, e sejam apoiados até por fãs, é inegável que a Fórmula 1 2026 trouxe novas emoções e sensações às provas. Em termos de competitividade, porém, nada mudou: uma equipe sempre um ou dois passos à frente, outra ameaçando à distância, e as demais buscando evolução e, muitas vezes, conseguindo. Um menino está fazendo história, mas só saberemos se terá um final feliz ao término da temporada. Esta introdução, no entanto, foi apenas por ser o primeiro texto: viemos falar exatamente de quem, há algum tempo, já não é mais um garoto: Sir Lewis Hamilton.

Aos 41 anos, o britânico, e também cidadão honorário brasileiro, voltou a ter consistência na pista. Faz, até agora, uma grande temporada, com diversos pódios, dois segundos lugares e uma lindíssima vitória no GP da Catalunha: a 106ª de sua incrível carreira, ampliando ainda mais seu recorde histórico. Será que alguém, um dia, será capaz de ultrapassá-lo?

Hamilton tem um pouco de alguns campeões históricos da F1. Tem a frieza de Alain Prost e a inteligência para preservar sua posição e seus pontos sem se arriscar demais; tem o arrojo e a paixão de Ayrton Senna; a obstinação e a inteligência de Niki Lauda; uma faceta de celebridade, ícone fashion e de namoradas famosas, que lhe dá um pouco da essência de James Hunt; e, por fim, apetite interminável, tal qual Fernando Alonso.

Este ano é algo sublime para Hamilton. É o terceiro colocado no campeonato e, não fosse a enorme superioridade da Mercedes, brigaria pra valer pelo título, ainda que a equipe alemã não tenha vencido os últimos dois GPs e duas vitórias ferraristas. Mas o chefão da equipe alemã, Toto Wolff, já alertou: Lewis é o tipo de piloto que não se pode deixar chegar perto, porque, se chegar, passa por cima. Há preocupação nos boxes de George Russell e Kimi Antonelli.

Se a cereja do bolo do ano são os feitos de Antonelli, quem também merece atenção é Charles Leclerc, vencedor em Silverstone. Excelente piloto, muitas vezes mais rápido que Hamilton, seu companheiro de equipe, e que pode surpreender muita gente.

Agora é a vez de Spa. Em teoria, a Mercedes tem o melhor carro para o GP da Bélgica, seguida pela McLaren. Resta ver do que Ferrari e Red Bull serão capazes.

Crônica Hamilton

Uma crônica por corrida, até o fim da temporada.

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